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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

PROJETO TIA LINDA - PROJETO DE LEITURA

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                     VCS    CONHECEREM O

                        PROJETO   TIA  LINDA.


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Voluntários tentam aproximar crianças da literatura

Grupo de amigos se dedica à criação de espaços de leitura em instituições de apoio a crianças e sonha com uma geração de novos leitores paraibanos.

Se depender do entusiasmo dos voluntários, a Paraíba terá muito mais leitores que hoje. O Tia Linda “Cantinhos da Leitura”, como se intitula, é um projeto que tenta incentivar a leitura a partir da criação de espaços literários em instituições que prestam apoia a crianças. O grupo já conseguiu levar livros para creches, associações e abrigo infantis. “Resolvemos fazer a nossa parte, o brasileiro a cada ano lê menos. Todos que curtem um bom livro podem atuar como mediadores de leitura. Diminuir a distância que separa a criança dos livros pode ser o primeiro passo,” declarou Carlos Santos, relações públicas que coordena o projeto. 


Conversar com a equipe de voluntários do projeto, formada principalmente por estudantes e bibliotecárias é, sem dúvida, animador. O desafio, no entanto, é grande. A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada ainda em 2012, pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, dão conta que a parcela de leitores diminuiu consideravelmente no país entre 2007 e 2011. Até mesmo entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar, foi registrada redução.

Quando a comparação é internacional, o Brasil aparece sempre na rabeira. Pelo menos é o que apurou a agência Nop World, em estudo divulgado este ano. O país figura a frente apenas de Taiwan e Coreia em um ranking de 30 outros. Nas bandas de cá, da América do Sul, é sempre a Argentina e o Chile que se destacam quando o assunto é quantidade de livros lidos por habitante. Neste quesito, não somos campões mundiais. 


 Na Paraíba, os números nunca são favoráveis. O Estado sempre apresenta grande percentual de pessoas que não entendem o que leem. E no geral, por que lemos tão pouco? Os voluntários resolveram não esperar pelas respostas. “É preciso recomeçar e nada melhor que aproximar as crianças dos livros. No futuro, eles podem fazer a diferença. Mas livro não cabe no orçamento de boa parte das famílias brasileiras. É preciso fazer chegar o livro até elas,” declarou Luh Lima, bibliotecária. A estudante de pedagogia da UFPb, Paola Lima, outra voluntária, também compartilha da ideia, “já se sabe que podemos despertar o gosto pela leitura quando a criança, desde cedo, pode explorar o livro de diversas formas,” explicou categórica. 


Livro perde em competitividade

Maria Alves, graduanda em biblioteconomia, diz que o termo “cantinho” é usado para facilitar, uma vez que na prática não é difícil encontrar um espaço para os livros.  Escolhido o local na instituição, o cantinho passa a existir com a aquisição de estantes, tapetes, caixas organizadoras, almofadas e, claro, os livros.O que se vê muitas vezes são entidades que contam até com boa estrutura física, salas de jogos, brinquedos e informática, porém, o livro não tem seu lugar. E, assim, saem perdendo na disputa pela atenção das crianças,” alertou.   

Outra importante iniciativa é a entrega de sacolinhas literárias, que são produzidas em tnt e levam a logomarca do projeto, permitindo que as crianças possam levar os livros emprestados para casa e compartilhar com a família, incentivando o hábito da leitura e a troca de afetos e diálogos, tão importantes para o desenvolvimento psicológico das crianças. 


O projeto parte da premissa de que as crianças são desde cedo estimuladas ao consumo. A mídia e o comércio são competentes em oferecer seus produtos com atratividade de cores e imagens. Os jogos eletrônicos, por exemplo, conquistam cada vez mais. O livro também precisa garantir o seu espaço no cotidiano da criança e, a partir daí, conquistar muito mais leitores.

A inauguração do cantinho da leitura é festiva e se constitui numa importante etapa do projeto e inclui atividades lúdicas, apresentações teatrais, músicas, recreação e contação de história. Na ocasião, é servido um lanche às crianças. “A ideia é celebrar a criação do espaço de leitura. O intuito é que o momento seja percebido pelas crianças como positivo, o que de alguma forma, nos permite conquistar a simpatia e motivá-las a encontrar o livro,” declarou a bióloga Karcia Lúcia, que é também bibliotecária.
 
Mais informações:
https://www.facebook.com/projetotialinda?fref=ts
https://www.facebook.com/luh.lima.35
https://www.facebook.com/carlosalberto.santos.77128?fref=ts

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