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terça-feira, 19 de março de 2013

História do livro e dos Sebos

A Engrenagem do Desenvolvimento

 
Se toda maquina conta com um componente indispensável, que faz com que tudo funcione perfeitamente, o livro poderia ser apontado como o principal mecanismo do mundo que conhecemos hoje. Um objeto capaz de guardar valiosas informações e colocá -las à disposição daqueles interessados em ler.
Foi ele o responsavel pela transmissão do conhecimento através das gerações. Com esse advento, não era mais nescessário que uma pessoa ensinasse algo diretamente a outra. O aprendizado poderia acontecer à distância, sem a presença do tutor. O livro elevou a importância da escrita a outro nível e colaborou com a propagação do conhecimento.
No ínicio, os livros eram produzidos de forma lenta, pois a escrita era manual. Na idade média, monges da igreja católica dedicavam a vida a copiar livros. Como a produção de uma cópia levava anos, os exemplares eram extremamente caros. Apenas membros do clero e da nobreza tinham acesso a eles.
O primeiro passo em direção a democratização do livro foi dado pelo inventor alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçou tecnicas já existentes de impressão e desenvolveu a primeira máquina capaz de produzir diversas cópias de um livro em um tempo relativamente curto.
Ele desenvolveu pequenos blocos de metal para representar cada letra ou sinal gráfico. Essas peças, chamadas de tipos móveis, eram combinadas para formar palavras. Assim, a página de um livro era montada em uma grande chapa e bastava apenas imprimir o conteúdo do papel, como um carimbo. Em 1455, Gutenberg apresentou ao mundo uma edição da Bíblia produzida em sua "prensa". Foi o primeiro livro de uma nova era.
Surge, então, um novo segmento industrial, com empresas especializadas na produção dos livros, as editoras. O produto passou a atrair mais leitores e, assim, espalhar o conhecimento. Foram inumeras melhorias na parte grafica e estrutural dos livros para que as informações geradas pelo escritor pudessem chegar da melhor forma até o público. Cada vez mais leves, bonitos, acessíveis e faceis de manusear, os livros da atualidadesão o ápice de mais de 500 anos de trabalho e pesquisa.
Hoje o livro chegou a tal ponto que transcedeu, inclusive, o meio físico. A empresa americana de comércio na internet Amazon lançou recentemente o "Amazon Kindlle", um dispositivo portátil com conexão sem fio desenvolvido especialmente para a visualização de livros eletrônicos, que podem ser baixados da internet.
A tela busca reproduzir o aspecto de uma folha impressa, para que a luminosidade não canse a vista do leitor. Em apenas um aparelho - leve o suficiente para ser segurado com uma mão -, o leitor pode carregar o conteúdo de uma biblioteca inteira. Trata-se mais avançada tecnologia desenvolvida nesse sentido.
No entanto, isso não significa o fim das tradicionais obras de papel. É comum ouvir dos aficcionados por livros que o objeto faz parte da experiência de ler. Aspectos como o peso, textura, coloração do papel, diagramação e até o cheiro influenciam na percepção do conteúdo e fazem parte da viagem proporcionada pela leitura. Características como essas garantem a continuidade da produção de um objeto que mudou os rumos da humanidade.

Você sabia?
O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de agosto, aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. O acervo foi criado com a transferência de 60 mil itens - entre livros, mapas, manuscritos e medalhas - da Real Biblioteca de Portugal para o Brasil. O ano oficial da criação é 1810. Trata-se da maior Biblioteca da América Latina.


Fonte : www.Blog.livronet.com.br