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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Analfabetismo Funcional

           ANALFABETISMO FUNCIONAL




 Apesar do nível de escolarização ter melhorado muito no Brasil na última década do século XX, com aumento da escolaridade média e queda da taxa de analfabetismo, a situação do Brasil ainda não é das melhores no item Educação.

Pequeno Resumo do Sistema Educacional Brasileiro:

Educação Infantil - para crianças até três anos de idade
Ensino Fundamental - Iniciando-se aos 6 anos de idade, com duração de 9 anos.
Ensino Médio  - Etapa final da Educação básica, com duração mínima  de três anos.
Ensino Superior - Compreende cursos de graduação e pós-graduação etc...
E além destes citados temos também a Educação Especial.

TAXA DE ANALFABETISMO
 
Conforme Instituto de Pesquisas a taxa de analfabetismo de pessoas  de 15 anos ou mais caiu de 20,1% para 13,6%, no último século.
Este índice caiu para 11,8% nos primeiros anos do século XXI, mas apesar desta redução ainda temos cerca de 14,6 milhões de pessoas analfabetas.

ANALFABETISMO FUNCIONAL - DEFINIÇÃO


É considerado analfabeto funcional a pessoa com menos de quatro anos de estudos completos.
Segundo o IBGE, na América Latina , a UNESCO ressalta que o processo de alfabetização só se consolida de fato para quem completar a 4ª série. 
As que não concluiram este ciclo, se tem verificado a volta ao analfabetismo (Boletim Principal de Educação en America Latina e el Caribe, 1993).

Conforme esta definição, em 2002 o Brasil apresentava um total de 32,1 milhões de analfabetos funcionais, o que representava 26% da população de 15 anos ou mais de idade.


Resolvi escrever este pequeno artigo, com a intenção de fazer com que as pessoas pensem um pouco nesta questão educacional. Lendo um Artigo na Revista Conhecimento Prático Geografia da Editora Escala, me chamou a atenção, sobre esta questão do Analfabetismo funcional.
No dia a dia nos deparamos a todo o momento com estas pessoas. Até mesmo no nosso ambiente de trabalho. Pessoas escolarizadas no mínimo a se dizer, mas sem capacidade de raciocínio lógico, interpretação de textos e afins. Num trecho da revista diz assim:

 "Neste universo, não estamos incluindo pessoas que nunca foram à escola, mas sim aquelas que sabem ler, e escrever e contar; chegam a ocupar cargos administrativos, porém não conseguem compreender a palavra escrita."

 Percebo isso com muita clareza, pois trabalho em uma Biblioteca Escolar, e acompanho de perto o nível de escolarização dos alunos.
Os alunos de 6º ano (antiga 5ª série) chegam a escola, semi analfabetos, com poucas excessões. Alunos que deveriam por ter completado o nível inicial de ensino, deveriam ter o mínimo da escolarização, que seria a alfabetização e o raciocínio lógico básico em exatas como a matemática. 
Mas o que percebemos são alunos que mal sabem ler e escrever, quanto mais fazer interpretações de textos e contas básicas.
Quando chegam ao 6º ano, é praticamente inviável, que os professores recuem no conteúdo, para ensinarem o que deveria ter sido aprendido  nas série iniciais. 
Conversando com professores que conhecem o sistema , eu sempre questiono, o que esta acontecendo com a educação no Brasil, porque as crianças estão saindo do ensino básico, sem saber nada. 
A resposta é sempre a mesma, o sistema de ensino que vem lá de cima, do governo federal é que mudou.
Antigamente, quando estudadava, me lembro muito bem, que a maneira de ensinar era diferente.
Nós tinhamos que aprender de verdade, era mais cobrado, tinhamos lição para casa, trabalhos de pesquisa diversos, caderno de cópia, caderno de interpretação de textos, onde realmente, na minha opinião, aprendíamos mesmo.
Hoje o aluno não precisa mais saber a tabuada, não precisa nem sequer saber o alfabeto , o que se esperar então do futuro.
Outro trecho da revista diz:

  " ... mas pode-se encontrar neste  meio, pessoas com formação universitária e exercendo funções-chave em empresas e instituições, tanto privadas quanto públicas. Entre suas caracteristicas, não têm habilidades de leitura compreensiva, escrita e cálculos pra fazer frente às necessidades de profissionalizaão e tampouco, da vida sociocultural."

Vejam bem, estes são dados estatísticos, comprovados de analfabetismo funcional, não sou eu quem esta dizendo. Eu só constatei o óbvio.
Segundo a Revista Conhecimento Prático Geografia, Sérgio Haddad, diz:

..." o analfabetismo funcional é um fenômeno novo, que se deve, principalmente, à baixa qualidade de ensino público."

 O que fazer para melhorar esta situação, já que não podemos intervir no sistema educacional do país?
Eu, dentro de uma escola, travo diariamente esta batalha, tentando incentivar a leitura de todas as maneiras, para que os alunos que passarem por mim, saiam deste marasmo educacional. Os alunos não tem hábito de leitura, cabe a nós incentivarmos, acharmos maneiras para que esta realidade mude.
Uma iniciativa muito boa que tem dado muitos resultados é a implantação de Bibliotecas Comunitárias pelo país e que tem atraído muitos leitores. É importante que as empresas que tem condições de construir estas Bibliotecas, invistam seu patrimônio nisso, claro talvez uma biblioteca não de tantos votos assim, mas você estará com sua conciência tranquila que fez a sua parte, para que mais brasileiros saiam desta ignorancia funcional também. 

" Quem não lê não pensa, e quem não pensa será sempre um servo."
                                                                                 Paulo Francis

   " Não se constrói um país de cidadãos concientes, competentes e que compreendam criticamente o que lêem e escutam sem lhes possibilitar o acesso a livros e leituras de qualidade."
                                                                                                 Instituto Pró-Livro

Fonte Bibliográfica:
                                  IBGE
                                  Revista Conhecimento Prático Geografia
                                  FNDE peródicos 2010 nº 29 pg  46 à 51