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segunda-feira, 8 de abril de 2013

TIRADENTES - UMA BIOGRAFIA 1ª Parte

  Dia 21 de abril é o dia de Tiradentes. Mas quem foi, qual a sua causa, porque morreu, e pesquisando para alguns alunos fazerem trabalho escolar dentre tantos livros encontrei na Biblioteca este livro que me interessou, e resolvi contar um pouco da história deste homem. Vou fazer por partes para que não se torne cansativa esta leitura, mas tenho certeza que todos vão gostar como eu. Boa leitura. Por favor deixem seus comentários.
TIRADENTES


        " O mártir soube morrer.A multidão emocionada não viu passar um     queixume, um temor, sobre essa fonte de soldado. É que ele se sacrificava por uma idéia"
                                                         Charles Ribeyrolles.


É difícil precisar  o ano de nascimento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Uma data que parece segura é o de seu batismo,em 12 de novembro de 1746, na fazenda Pombal, entre São João del-Rei e São José del-Rei. Foi o quarto de sete irmãos. Destes, dois se tornariam padres: Domingos da Silva Xavier e Antônio da Silva Santos; outro, José da Silva dos Santos, seguiria a carreira militar, como Joaquim e atingiria o posto de capitão.
Seus pais foram Domingos da Silva Santos, português, nascido em Braga, e Antônia da Encarnação Xavier, nascida na Vila de São José, na terra brasileira, em 1721. Eram pequenos fazendeiros em Minas Gerais.
Quando Joaquim José estava com cinco anos de idade, ainda na fazenda, a mãe caiu doente e a família se mudou para São José del-Rei, para tratá-la.
Parece que Joaquim José aprendeu as primeiras letras com a mãe. Não há registro de que tenha frequentado escola regular. Cosnta que o pai chegou  à vereança em São José. A mãe acabou morrendo em fins de 1755, quando Joaquim José tinha nove anos. Dois anos depois, tornou-se orfão de pai e foi morar com o padrinho, Sebastião Ferreira Leitão.
Sebastião, cirugião licenciado, trabalhava na vila e no arredores. Sua especialidade era extrair dentes e, se o cliente quisesse, substituí-los  por próteses que ele mesmo fazia. Joaquim José, curioso das atividades do padrinho, ainda menino aprenderia o ofício. Nessa época passou a ser conhecido nos arredores como o "pequeno tira-dentes". Há testemunhas de que ele era bom no ofício.
Mas cuidar de dentes, naquela época, não dava para o sustento. Assim, Joaquim José tinha que se envolver em outras atividades para ganhar algum dinheiro a mais. Aos catorze anos, já trabalhava nas tropas de carga que iam para o Rio de Janeiro ou para a Bahia, pelos sertões. Depois das viagens, voltava para junto do padrinho e aprendia um pouco mais sobre extração e  próteses. Mais tarde recebeu do padrinho uma carta de emancipação. Joaquim José comerciou por conta própria, viajando com uma tropa de mulas, pelo interior da capitania. Consta que tentou a mineração sem sucesso, num local chamado Rocinha Negra. Sem dinheiro e sem crédito, voltou à sua região, passando a viver em Vila Rica. Mas o ofício de Tira dentes, agora não o agradava mais.  Era uma atividade desvalorizada na sociedade colonial. Serviços manuais eram para escravo. Foi assim que desejando uma posição social  melhor ingressou na Companhia de Dragões de Vila Rica, um regimento de cavalaria cujas atribuições eram a manutenção da boa ordem e o policiamento da região mineradora. Era o ano de 1769 e Joaquim José estava com 23 anos de idade.
Consta que, antes, durante suas peregrinações como mascate, e depois, no desempenho de suas funções militares pelo interior de Minas Gerais, trazia sempre na bagagem os aparelhos de dentista, o que lhe favorecia o relacionamento com gente e mais gente nos lugares por onde passava. Há relatos de que Joaquim José, muitas vezes, usava também umas "águas milagrosas" e ervas, para tratar enfermidades diversas; e de que fazia curativos, receitava poções e realizava até mesmo pequenas cirurgias. Em Vila rica, chegou a ser sócio de um padre em uma botica.

Continua...

Fonte: Coleções Caros Amigos Rebeldes Brasileiros I
Homens e Mulhers que desafiaram o poder
Editora Casa Amarela